Quando Trocar a Prótese de Silicone?

Quando Trocar a Prótese de Silicone? Sinais de Alerta: Contratura Capsular, Ruptura e Flacidez

A Prótese de Silicone é, incontestavelmente, a rainha das cirurgias plásticas. Contudo, milhares de mulheres que colocaram os seus primeiros implantes há 10, 15 ou 20 anos estão a vivenciar agora um novo ciclo de dúvidas. Aquele colo que antes era perfeito pode ter cedido após amamentações, ou, em cenários clínicos mais urgentes, a mama pode estar a ficar dolorida, dura ao toque e deformada.

Ao contrário dos mitos de internet, o silicone moderno não possui “prazo de validade” fixo, mas o seu corpo muda, e as próteses sofrem desgaste. Na Clínica Orvia, recebemos diariamente pacientes em busca da cirurgia secundária de mamas. Seja para aumentar o volume, levantar os seios novamente ou tratar complicações inflamatórias, o Dr. Carlos Neves explica neste guia os três grandes sinais de que chegou a hora de voltar ao bloco operatório e fazer a Troca das Próteses de Silicone.

💡 O que você vai descobrir neste artigo (Resumo Rápido)

  • O mito da validade de 10 anos das próteses modernas.
  • Contratura Capsular: Por que a prótese fica dura e causa dor aguda.
  • Ruptura Silenciosa: Como exames de imagem detetam o silicone vazado.
  • O “Efeito Cachoeira”: Quando a pele cede e a prótese escorrega.

Índice do Artigo:

1. O Mito da Validade: Preciso trocar a cada 10 anos?

As próteses fabricadas antes dos anos 2000 eram preenchidas com um silicone mais líquido e possuíam cápsulas mais finas, exigindo a troca preventiva a cada década. Isso não é mais uma regra absoluta. Os implantes modernos (utilizados pela Clínica Orvia) são feitos de gel altamente coesivo (não escorrem, mesmo se cortados ao meio) e possuem barreiras de nanotecnologia que impedem o vazamento. Se a paciente não tem dor, a prótese não rompeu e a estética está agradável, ela pode permanecer com a mesma prótese por 15 ou 20 anos, apenas monitorizando com exames anuais de ultrassonografia ou ressonância.

2. Contratura Capsular: O Seio Duro e Dolorido

A indicação médica mais urgente para a troca do silicone é a Contratura Capsular. Quando colocamos uma prótese, o corpo forma uma fina “cápsula” de cicatriz ao redor dela para a isolar. Em algumas pacientes, o sistema imunitário “revolta-se” contra a prótese. Essa cápsula engrossa, aperta e esmaga o implante violentamente. O seio fica redondo como uma bola de bilhar, repuxado para cima, muito duro e a paciente sente dores excruciantes, como se tivesse uma “pedra” dentro do peito. A solução é a cirurgia imediata para remover a cápsula doente (capsulectomia) e trocar o implante por um novo, muitas vezes mudando o plano cirúrgico (ex: de cima para baixo do músculo – Dual Plane).

3. Ruptura do Implante: O Gel Vazou?

A ruptura pode ocorrer devido ao desgaste natural do material ao longo das décadas ou por traumas violentos (acidentes de carro). Nas próteses modernas, a ruptura costuma ser “silenciosa”. A paciente não sente dor, não há inchaço e o silicone fica contido dentro daquela cápsula natural do corpo que mencionámos. O diagnóstico só é feito em exames de rotina (Mamografia ou Ultrassom). Se a ruptura for confirmada, a prótese perdeu a sua integridade e deve ser substituída profilaticamente para evitar que o gel inflame os gânglios linfáticos da axila.

4. A Troca Estética: Lifting e o Efeito Gravidade

A esmagadora maioria das trocas de próteses em São Paulo ocorre por questões puramente estéticas. A paciente colocou silicone aos 25 anos. Aos 35, após duas gestações, ganho e perda de peso e o envelhecimento da pele, o seio “desabou”. Ocorre o famoso efeito “Snoopy” ou cachoeira: a pele e a glândula caem sobre a prótese, ou a prótese pesada escorrega para a base do tórax. A indicação aqui não é apenas “colocar uma prótese maior”, mas sim realizar a Mastopexia com Troca de Prótese. O Dr. Carlos Neves remove a pele excedente, troca o implante e reestrutura o sutiã interno, devolvendo a juventude ao colo.

5. Dúvidas Frequentes sobre Troca de Próteses

1. A recuperação da cirurgia de troca é mais dolorosa que a da primeira vez?

Na grande maioria das vezes, a recuperação da troca é infinitamente mais tranquila e indolor do que a primeira cirurgia. Isso ocorre porque a “loja” (o espaço interno onde a prótese fica alojada) já está criada e esgarçada. O cirurgião não precisará “arrebentar” tecidos ou esticar o músculo peitoral novamente, a menos que haja a necessidade de mudar a prótese de plano (do subglandular para o submuscular).

2. O que é o Explante Mamário? Posso tirar a prótese e não colocar nada?

Sim. O Explante é a cirurgia de remoção definitiva do silicone, muito procurada por mulheres que desejam mamas naturais ou que sofrem de “Doença do Silicone” (sintomas sistémicos inflamatórios). Retirar a prótese deixará a pele do seio muito flácida e murcha. Por isso, o Explante é quase sempre associado a uma Mastopexia severa e, frequentemente, à Lipoenxertia (injetar gordura da própria paciente para preencher o vazio e evitar que o peito fique côncavo).

3. Preciso trocar as duas próteses se apenas uma apresentar ruptura ou contratura?

Sim, é uma regra de ouro na cirurgia plástica. Se a prótese do lado direito rasgou após 10 anos de uso, a probabilidade da prótese esquerda rasgar nos próximos meses é gigantesca, pois ambas sofreram o mesmo tempo de desgaste. Além disso, colocar uma prótese com tecnologia e marca nova de um lado e deixar uma prótese antiga e flácida do outro criaria uma assimetria bizarra de formato e projeção.

4. A garantia da fabricante do silicone cobre os custos de troca por contratura?

As melhores marcas mundiais de implantes de silicone oferecem garantias vitalícias contra a ruptura espontânea e garantias de 10 anos contra a contratura capsular avançada. A garantia funciona fornecendo novos pares de próteses gratuitos para a paciente. Contudo, os custos com honorários médicos, equipa, anestesista e hospital são de inteira responsabilidade da paciente. A Clínica Orvia ajuda as pacientes em todo o trâmite de recolha e envio da documentação para a fabricante.

5. Posso diminuir o tamanho da prótese durante a cirurgia de troca?

É uma tendência atual fortíssima. Mulheres que colocaram implantes gigantescos (400 ml a 500 ml) no passado estão sofrendo com dores nas costas ou não aguentam mais o aspeto “artificial”. A troca por uma prótese menor (250 ml, por exemplo) é totalmente possível, mas obrigará o cirurgião a realizar a Mastopexia em T invertido, recortando toda a “pele de balão esvaziado” que sobrou da prótese gigante antiga para readaptar o seio ao novo tamanho delicado.

Não conviva com dores e deformidades. Se os seus implantes atingiram a maturidade, agende exames de avaliação clínica e estética com o Dr. Carlos Neves na Clínica Orvia e renove a sua autoestima com as tecnologias atuais.


Revisão Médica e Autoria:
Dr. Carlos Fernando Vieira das Neves
Cirurgião Plástico – CRM-SP 73594 | RQE 55020

Membro SBCP

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